“Aos três anos de idade, Mozart se inspirou a estudar música observando as aulas de música ministradas por seu pai a Nannerl; ele queria ser como ela”.
Ao sair do Museu Mozart em Viena, a dramaturga Sylvia Milo sentiu que algo lhe chamava a atenção.
“Na parede, perto da saída, havia um pequeno quadro que, descobri mais tarde, era um retrato da família Mozart. Vi uma mulher sentada ao lado de Wolfgang; ambos estavam ao piano, com as mãos entrelaçadas, tocando as teclas.”
Ela sabia que aquela jovem não era Constanze, a esposa do extraordinário compositor.
“Para mim, foi como uma revelação descobrir que existia outra Mozart. Imediatamente pensei: ‘Qual é a história dela?’ Decidi encontrá-la. Viajei para muitos lugares, visitei os locais onde ela viveu e se apresentou, e li as cartas da família.”
E Milo — que nasceu na Polônia mas é radicada nos EUA — descobriu que Nannerl, como era chamada pela família, era uma virtuosa do piano. E muito mais.
Milo cresceu na Polônia, onde estudou música e aprendeu a tocar piano e violino.
Ao se aprofundar em aulas sobre a história da música clássica, ficou impressionada com a ausência de mulheres nas narrativas.
“Onde estão as histórias delas? Por que não as conhecemos?”, lembra-se de ter se perguntado.

